'E você está penteado. Entre, faça as honras!'
Aqua animou-se. Fire deu um risinho - ela debochara dele, e ele nem se ofendeu - era um bom sinal.
Ele sentou-se num dos lados da mesa. Aqua demorou seu olhar nele.
'Ahn... alguma coisa errada, Aqua?' - Perguntou ele, preparando-se para levantar e dar o lugar a ela. Ela ergueu as sobrancelhas, deu um passo à frente e, sorrindo estendeu os braços em direção à outra cadeira.
'Não, não é nada, fique aí... eu só estava lembrando da última vez que alguém sentou na minha cadeira de visitas...
'Quando foi?'
'Erm... acho que... quando fui reconhecida pela comunidade da Água.
Fire assombrou-se.
'Quantos anos você tem?'
'Ahn... quinze?'
'Então isso faz... DEZ ANOS!!!'
Aqua sorriu e deu de ombros. Fire parou de rir, e quando Aqua sentou-se, ele olhou dentro daqueles olhos castanhos espelhados e comentou num tom doce, quase penoso:
'Você não recebe muitas visitas, não é...'
Aqua apagou o sorriso. Agora que ele falou, realmente parecia que ninguém a visitava. Seu coração, entretanto, dizia bem alto que agora ela tinha de querer ficar com ele. PARA SEMPRE. Logo, seu cérebro mandou que sua boca formulasse as seguintes palavras:
'Com você aqui eu já me sinto lembrada.'
Fire entendeu.
'Comigo você será lembrada o tempo todo.'
Naquele momento, dois pares de olhos brilharam, dois corações bateram compassados e dois pares de lábios se encontraram.
Aqua se sentiu quente, flamejane de paixão, e Fire sentiu-se tranqüilo e pacífico de amor.
Quando se separaram, Fire e Aqua se entreolharam com ternura e calor.
'Sua água me deixoutão apaixonado...'
'E seu fogo esquentou meu coração.'
Se beijaram novamente, e esqueceram os cogumelos - que agra exalavam aroma de beijo e soltavam sabor de tentação.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Você está linda hoje.
Aqua estava nervosa ao extremo. Mal acreditava que tinha convidado Fire para jantar. A começar que quem tem de convidar um possível companheiro (companheira) é o homem, e não a menina. E depois porque ela tinha acabado de conhecer o dito cujo. Mas o que ela podia fazer a respeito? O convite estava feito, não havia mais como voltar atrás.
Já Fire estava ansioso. E quando estamos ansiosos, o tempo passa mais devagar, não é mesmo? Algo dentro de seu coração dizia que aquela menina tinha muito do que ele procurava, se não tudo e até mais um pouco. Tudo ia se resolver naquele jantar, era a promessa que ele tinha feito a si mesmo antes de virar as costas a ela após o convite.
Quando o Sol se pôs completamente, Aqua colocou em seu corpo um vestido azul turquesa, que constrastava violentamente com seus cabelos. Calçou um par de sandálias baixas da mesma cor do vestido. Eram roupas simples, mas que destacavam cada detalhe de seu corpo esbelto.
Fire estava inquieto. Quando o Sol terminou de se pôr, ele já estava vestido, e logo assim se colocou em seu caminho para o riacho norte.
Ela estava terminando de cozinhar uma travessa de cogumelos da Lua, que, segundo os druidas da aldeia tinham 'aroma de beijo e sabor de tentação'. Para ela, em particular, tinha gosto e cheiro de... cogumelo. Então pensou que poderia cozinhá-los sem problemas. Quando tirou o prato pronto do fogo, ouviu quase que imediataemente uma voz masculina que fez seu coração pular... de susto.
'Aqua, você pretende me fazer comer cogumelos essa noite?'
'Fire! Já vou abrir.' Ajeitou a roupa e foi até a porta.
Ele a olhou de alto a baixo, com um olhar encantado. Comentou apenas;
'Você está linda hoje.'
Aqua somente sorriu.
Já Fire estava ansioso. E quando estamos ansiosos, o tempo passa mais devagar, não é mesmo? Algo dentro de seu coração dizia que aquela menina tinha muito do que ele procurava, se não tudo e até mais um pouco. Tudo ia se resolver naquele jantar, era a promessa que ele tinha feito a si mesmo antes de virar as costas a ela após o convite.
Quando o Sol se pôs completamente, Aqua colocou em seu corpo um vestido azul turquesa, que constrastava violentamente com seus cabelos. Calçou um par de sandálias baixas da mesma cor do vestido. Eram roupas simples, mas que destacavam cada detalhe de seu corpo esbelto.
Fire estava inquieto. Quando o Sol terminou de se pôr, ele já estava vestido, e logo assim se colocou em seu caminho para o riacho norte.
Ela estava terminando de cozinhar uma travessa de cogumelos da Lua, que, segundo os druidas da aldeia tinham 'aroma de beijo e sabor de tentação'. Para ela, em particular, tinha gosto e cheiro de... cogumelo. Então pensou que poderia cozinhá-los sem problemas. Quando tirou o prato pronto do fogo, ouviu quase que imediataemente uma voz masculina que fez seu coração pular... de susto.
'Aqua, você pretende me fazer comer cogumelos essa noite?'
'Fire! Já vou abrir.' Ajeitou a roupa e foi até a porta.
Ele a olhou de alto a baixo, com um olhar encantado. Comentou apenas;
'Você está linda hoje.'
Aqua somente sorriu.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Perfeito como água e fogo.
Aqua estava cansada de viver sozinha. Aquela vidinha imprestável dela não iria para lugar algum se não encontrasse alguém que a amasse. Pôxa, todas as suas amigas, Flora, Terrae e Airie tinham seus companheiros. Por que justo ela, Aqua, a mais carinhosa, sincera e cristalina das meninas não tinha um único pretendente?
Bom, na verdade ela tinha um. Um garoto chamado Urze, que não tinha nada a ver com ela. Vivia a rodeando, posando como um inseto impertinente. Seu rosto sardento também não era nada amigável. Embora Aqua fosse amiga dele, não queria nada mais além disso.
Até que ela estava bem para quem não aguentava mais viver. Seu riacho interior estava quase parando, mas seu lema era "Constante movimento!". Seus olhos escuros e seus cabelos flamejantes não tinham nada a ver com seu nome, embora combinasse com ela. E foram esses aspectos que chamaram a atenção de Fire, um garoto altivo e galante, admirado por muitas garotas.
Se encontraram na rua, mais precisamente numa trombada. Ela olhou nos olhos verdes dele (que em combinação com os cabelos louros também não tinham nada a ver com tal nome) e ele olhou nos castanhos dela.
'Desculpe, eu não vi você...' disse ela, meio sem jeito.
'Se tivesse visto, não teria trombado! Fique tranquila, não é nada. A propósito...' começou ele, se interessando pela menina. '... Meu nome é Fire. Qual seu nome?'
'Hun... A...Aqua, é, Aqua é o meu nome...' respondeu ela, enrubescida. Ele estranhou o nome.
'Aqua? Não parece um nome muito adequado... seus cabelos são vermelhos, e você está parecendo uma beterraba!'
Ele definitivamente fora longe demais. Não era a única pessoa que tinha falado aquilo dela.
'Não, mas parece que seus olhos verdes e cabelos louros também não parecem adequados para seu nome. Você é quem deveria chamar... hun, Poseidon ou coisa do gênero.'.
Houve um silêncio estranho, até cômico. Os dois se entreolharam, e, segundos depois, caíram na gargalhada.
'Bom, Aqua, eu tenho que ir. Onde você vive, para eu te visitar?'
'No riacho leste. Apareça por lá para um jantar... se quiser ir hoje... é a casa azul.'
'Vou com o maior dos prazeres. Te vejo à noite então. Tchau, Aqua!'
'Até logo, Fire!'
Se despediram cordialmente com beijos no rosto.
Aqua estava com o coração saltitante. E Fire, coitado, finalmente tivera seu coraçãozinho flamejante quebrado em pedaços.
Aquele jantar resolveria tudo.
Bom, na verdade ela tinha um. Um garoto chamado Urze, que não tinha nada a ver com ela. Vivia a rodeando, posando como um inseto impertinente. Seu rosto sardento também não era nada amigável. Embora Aqua fosse amiga dele, não queria nada mais além disso.
Até que ela estava bem para quem não aguentava mais viver. Seu riacho interior estava quase parando, mas seu lema era "Constante movimento!". Seus olhos escuros e seus cabelos flamejantes não tinham nada a ver com seu nome, embora combinasse com ela. E foram esses aspectos que chamaram a atenção de Fire, um garoto altivo e galante, admirado por muitas garotas.
Se encontraram na rua, mais precisamente numa trombada. Ela olhou nos olhos verdes dele (que em combinação com os cabelos louros também não tinham nada a ver com tal nome) e ele olhou nos castanhos dela.
'Desculpe, eu não vi você...' disse ela, meio sem jeito.
'Se tivesse visto, não teria trombado! Fique tranquila, não é nada. A propósito...' começou ele, se interessando pela menina. '... Meu nome é Fire. Qual seu nome?'
'Hun... A...Aqua, é, Aqua é o meu nome...' respondeu ela, enrubescida. Ele estranhou o nome.
'Aqua? Não parece um nome muito adequado... seus cabelos são vermelhos, e você está parecendo uma beterraba!'
Ele definitivamente fora longe demais. Não era a única pessoa que tinha falado aquilo dela.
'Não, mas parece que seus olhos verdes e cabelos louros também não parecem adequados para seu nome. Você é quem deveria chamar... hun, Poseidon ou coisa do gênero.'.
Houve um silêncio estranho, até cômico. Os dois se entreolharam, e, segundos depois, caíram na gargalhada.
'Bom, Aqua, eu tenho que ir. Onde você vive, para eu te visitar?'
'No riacho leste. Apareça por lá para um jantar... se quiser ir hoje... é a casa azul.'
'Vou com o maior dos prazeres. Te vejo à noite então. Tchau, Aqua!'
'Até logo, Fire!'
Se despediram cordialmente com beijos no rosto.
Aqua estava com o coração saltitante. E Fire, coitado, finalmente tivera seu coraçãozinho flamejante quebrado em pedaços.
Aquele jantar resolveria tudo.
Assinar:
Postagens (Atom)
